Atlas, Natacha Atlas

Atlas, Natacha Atlas
A voz inebriante que está embalou os personagens da Novela “O Clone”, é filha de uma inglesa e pai egípcio chamada Natacha Atlas. A cantora, nascida na Bélgica e de ascendência marroquina, esteve no Brasil em 1997, quando se apresentou no Free Jazz. Amante da música e cultura brasileiras, Natacha está de volta ao país, onde passa férias na casa de seu tio, em São Paulo. Apaixonado pela diva do tribal-house e da ethnic fusion, Marcus Viana, líder do grupo Sagrado Coração da Terra e produtor musical da novela, a convidou para uma participação especial na trama, com o aval do diretor Jayme Monjardim. Impressionado, Jayme já prepara outro projeto para a belga, mas que ainda guarda a sete chaves. Marcus, no entanto, está a mil com a estada da vocalista da banda TransGlobal Underground em solo brasileiro. Todos os dias fala com ela por telefone e revela que tem um projeto de lançar um CD mesclando bossa nova com música para meditação, do qual Natacha deverá participar. Por enquanto, ele se dedica à divulgação de Maktub, disco contendo a trilha instrumental de O Clone.
Quem assistiu às cenas do casamento dos personagens de Jade e Zein em “O Clone” deve ter se segurado para não levantar do sofá e cair na dança do ventre. A cantora que animou a festança era a belga Natacha Atlas, que esteve no Brasil especialmente para participar da novela de Glória Perez.
O quarto disco da carreira de Natacha, Ayeshteni, foi lançado no País no final daquele ano passado, mas passou despercebido pelo público que não costuma freqüentar as pistas de dança, onde ela é velha conhecida. Criada em um bairro marroquino de Bruxelas, Natacha Atlas aprendeu a falar árabe e a dançar como seus antepassados ainda criança. Na adolescência ela foi para Londres e descobriu que seu negócio era a dance music. A carreira solo começou em 1995, com o ótimo disco Diáspora. Claro, com letras em árabe, mistura rock, batidas eletrônicas, inglês e até francês. De lá para cá foram mais três álbuns que cada vez mais se aproximaram das pistas. Destaque para a versão dançante de “Ne Me Quitte Pas” e “Mactub”.
Mactub
Senhor, venha me ajudar
Clamarei a ti meu Deus
Habib, só tu podes me salvar
Habib, meu querido, venha me ajudar
Habib, não te alongues de mim, pois a angústia está perto
Senhor em ti confio
Não me deixes confundido
Nem que meus inimigos Triunfem sobre mim!
O Senhor dará força ao seu povo
Habib abençoe seu povo com paz
Espere pois no Senhor
Ele então te fortalecerá
Inimigos tentarão me alcançar
Tu Senhor, os fará tropeçar
Habib, venha nos salvar
Sempre iremos te louvar
Deus teve piedade de mim
Ele ouviu o meu pranto
Pois tua palavra é reta
Fiéis são as tuas obras
Deus ouviu o nosso clamor
A terra se abalou
Os montes se moveram
Nos céus o Senhor trovejou
Não confiarei no meu arco
Nem minha espada me salvará
Pois o senhor dos exércitos
O Senhor dos exércitos
O Senhor comigo está!
O Senhor dará força ao seu povo
Te bendirei enquanto eu viver
O meu socorro está no nome do Senhor
[ Adicionar um comentário ] [ Nenhum comentário ]
# Enviado em Terça 06 Maio 2008 09:01
Modificado em Terça 06 Maio 2008 10:00

Basquiat

Basquiat
Jean-Michel Basquiat (22 de dezembro 1960, Brooklyn, Nova Iorque, 1988, Nova Iorque) foi um artista americano. Ele ganhou popularidade primeiro como um grafiteiro na cidade onde nasceu e então como neo-expressionista. As pinturas de Basquiat ainda são influência para vários artistas e costumam atingir preços altos em leilões de arte.


Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "a mesma merda de sempre"). Isso gerou curiosidade nas pessoas, principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. Em dezembro de 1978, o veículo Village Voice publicou um artigo sobre as escrituras. O projeto "SAMO" acabou com o epitáfio "SAMO IS DEAD" (SAMO está morto) escrito nas paredes de construções do SoHo novaiorquino.


Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. No fim da década de 1970, Basquiat formou uma banda chamada Gray, com o então desconhecido músico e ator Vincent Gallo. Com o conjunto, tocaram em clubes como Max's Kansas City, CBGB, Hurrahs e o Mudd Club. Basquiat e Gallo viriam a trabalhar em um filme chamado "Downtown 81" (também conhecido por "New York Beat Movie]]. A trilha sonora deste tinha algumas gravações raras da Gray. A carreira cinematográfica de Basquiat também incluiu uma aparição no vídeo "Rapture" da banda Blondie.


Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova Iorque ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.


Já em 1982, Basquiat era visto freqüentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neo-expressionistas". Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.


Dois anos depois, em 1984, muitos de seus amigos estavam preocupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranóico. Basquiat, então, já estava viciado em heroína. No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais européias.


Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

[ Adicionar um comentário ] [ Nenhum comentário ]
# Enviado em Terça 06 Maio 2008 08:45

Piaf, Edith Piaf

Piaf, Edith Piaf
O rouxinou da frança, Boêmia, privações na infância, o vício da morfina e o hábito do álcool, formaram uma combinação perigosa que pôs um fim precoce à vida da cantora Edith Piaf, falecida aos 47 anos de idade. Adoecida, retirara-se de Paris, de um apartamento que ocupava há muitos anos, para ir morrer perto de Grasse, no dia 10 de outubro de 1963. Com ela a França perdeu a maior das suas cantoras, o passarinho. A cantora e compositora imortal, suas letras retrataram, em tom de drama ou de alegre sátira, boa parte da história social e amorosa dos parisienses do século vinte, levando sua voz peculiar, inconfundível, tornada universal, para todas as partes do mundo, como símbolo do renascimento francês depois da desastrosa experiência da sengunda Guerra Mundial.


Pois assim, igualmente, aconteceu de verdade com Edith Piaf, artista de rua como a cigana da ficção de Vitor Hugo. Baixinha, esmirrada, criada como chansonnette, menina cantora das vielas de Paris, onde nascera em 1915, fazia o que queria com o seu público. Não havia beco da cidade, boteco, taverna ou inferninho que ela não conhecesse como a palma da mão. Tal como Esmeralda, que terminou se comovendo com a infelicidade do pavoroso Quasímodo, Piaf enterneceu-se pelas infelizes, pelos vagabundos e bêbados, pelo desacerto dos amantes e suas paixões impossíveis, doídas e fracassadas, sem porém fazer disso uma tragédia.


Coube a um dos seus tantos amantes, um tal de Louis Leplée, dono da boate Mômes de la Cloche, refúgio de rufiões e de mendigos, tirá-la do trottoir e colocá-la para cantar quando ela alcançou os 20 anos de idade. Dele foi a idéia de chamá-la de Piaf (passarinho, pardal), adequada ao tamanho e a voz dela, ímpar , de fantástica ave canora.
Não demorou para que a levassem a gravar um disco, com um par das suas primeiras canções, da mais de duzentas e quarenta que deixou. O sucesso foi imediato. Em pouco tempo a menina que viera do lado sórdido da cidade, do bas-fond de Paris, onde enfeitiçara as platéias, pôs-se a freqüentar os locais da moda ao lado de gente como Jean Cocteau, Maurice Chevalier, Charles Trenet e Tino Rossi. Edith Piaf estourou mesmo foi depois da segunda Guerra Mundial. A França e o mundo se encantaram com La vie en rose, composta em 1946.
Após aquela matança toda, a canção de Piaf - a exaltação do amor da amante pelo seu homem e como aquela paixão a deixava ver o mundo rosa -, representou o hino universal dos que sobreviveram a guerra. Seu lema poderia ter sido, como recomenda a letra de Boulevard du Crime, “rir em meio à tormenta”. Que voltassem a se abraçar e a se amar porque afinal a vida era cor de rosa. Se Sartre e o existencialismo, com sua exaltação da liberdade, dominou o cenário intelectual do pós-guerra, foi Edith Piaf, e não Juliette Gréco, tida então como a musa da nova filosofia, quem mais de fato a exerceu.


Mulher livre, sem marido fixo, sem família ou filhos, colecionado amantes (em geral jovens bonitões como Ives Montand ou George Moustaki), no qual ela expressou a perda irreparável do seu amado Marcel Cerdan, um campeão de boxe franco-argelino que morrera num desastre aéreo em 1949. entregou-se para sempre à música. Tornou-se a grã-sacerdotisa da canção popular francesa do após-guerra, com direito à corte permanente e tudo o mais.


Rosto redondo, expressivo mas sem beleza, cabelos em desalinho, vestido longo escuro, pequerrucha, sob a luz do palco ela era indomável, irresistível, arrebatadora. Flutuava ao microfone, como um beija-flor frente a uma rosa.

Quando você me aperta/ contra seu peito/ eu me sinto em um mundo à parte/ um mundo onde rosas florescem/ enquanto você fala/ anjos cantam lá em cima/ as palavras de todos os dias/ parecem se transformar em canções de amor/ Dê-me seu coração e sua alma/ e a vida sempre será/ cor-de-rosa.


É necessário esquecer,/tudo pode ser esquecido,/O que ficou pra trás/Esquecer o tempo dos mau entendidos/O tempo perdido/Saber como/Esquecer as horas/que matavam às vezes/De dúvida e medo/A culpa, o porque/O centro da felicidade/Não me deixes mais, não me deixes/ mais, não me deixes mais/Vou te oferecer/Pérolas que vi/Chover num país/Onde não chove mais/Revolver a terra, muito além da morte/Dourar o teu corpo/Onde ele estiver/Onde eu viverei/O amor será rei, o amor será lei/E tu reinarás/Não me deixes mais, não me deixes/ mais, não me deixes mais/Não me deixes mais/Que eu inventarei/Palavras sem nexo E tu compreenderas/Pra falar de amantes/Que por muitas vezes/Sentiram seu próprio coração/queimar/Eu vou te contar/A história de um rei/Que morreu tão triste/Por nunca te encontrar/Não me deixes mais, não me deixes mais, não me deixes mais/Dizem que é comum/Renascer o fogo/De um velho vulcão/Que não arde mais/Também já se viu/Em terras destruídas renascer mais trigo/Que no melhor abril/E pra se inflamar/Uma tarde no ar, o vermelho e o negro/Não se casam jamais/Não me deixes mais, não me deixes mais, não me deixes mais/Não me deixes mais/Eu não vou chorar, não vou/ mais falar, vou ficar em paz/Quero só te ver/Dançar e sorrir/Quero te ouvir/Cantar e falar/Deixa-me existir à sombra/ da tua mão/À sombra da tua mão/À sombra do teu cão/Não me deixes mais, não me deixes/ mais, não me deixes ...

Não, absolutamente, nada/ não eu não lamento nada/ nem o bem que me fizeram/ nem o mal/ isso tudo me é indiferente/ esta pago/ varrido/ esquecido/ Foda-se o passado/com minhas lembranças/acendi o fogo/minhas magoas, meus prazeres/ não preciso mais deles/varridos os amores/com todos os seus temores/varridos dos para sempre/vou recomeçar do zero/ não absolutamente, nada/ não, eu não lamento nada/ nem o bem que me fizeram/ nem o mal/ isto tudo me é indiferente/ pois minha vida/ pois minhas alegrias/ hoje/ isto tudo começa com você.


[ Adicionar um comentário ] [ Nenhum comentário ]
# Enviado em Terça 06 Maio 2008 08:39
Modificado em Terça 06 Maio 2008 10:13

Quilombo Urbano

Quilombo Urbano
Em relação ao documentário de um estudante de comunicação da Unisinos, “Brasil Eterno Quilombo” também farei o meu documentário por escrito: Quilombo Urbano inspirado na “Chácara das Rosas”.
Primeiro. Acho que nem precisaria ser feito, o país inteiro sabe, melhor, é mal informado ou não se interessa pelos excluídos... Preconceito no trabalho todo mundo sofre ou quase todo mundo já passou ou passa por piadinhas, há chefes de trabalho te deixando de lado por ser diferente, alguém te tirando uma onda. Mas existe lei contra o racismo e Racismo é crime.
Segundo. Sobre a religião: Houve uma época em que a religião africanista ou umbandista agregava os afro-descendentes e os “protegia do mal do homem”. Parece que se criou um estereotipo a respeito do homem negro, e que, todo homem negro tem que ser batuqueiro. Homem Natural, como sempre fui, trilho o caminho da tolerância e respeito todas as crenças.
Terceiro. O cenário poderia ser a Chácara das Rosas ou o nome pejorativo de um seriado dos anos 80, “Planet of the Apes”, na frente do Parque Municipal Getulio Vargas, vulgo “Capão do Corvo”.
Entrei no quilombo urbano para conhecer. Como vim de uma outra realidade, não sabia o que meus olhos presenciariam na rua Dna Rafaela e a Duque de Caxias.
Ali as flores são negras. Muitos nem chegaram a completar seus estudos, pedreiros e empregadas domésticas. E que, no passado às mulheres foram amas de leite dos brancos bebês. Quatro gerações residem naquele local e a última geração “já” começou a entrar na fase da miscigenação de dentro para fora ou de fora para dentro do quilombo.
Alguns registros datam desde 1895 ou anteriores. Alguns registros da história canoense narram que os escravos chegaram à cidade através de um tropeiro oriundo de Laguna, Santa Catarina, e com ele cerca de oito e outros em torno de quarenta negros. Mas há indícios de que já havia negros livres residindo em Canoas nas proximidades da antiga estação de trem.
O terreno da região do quilombo compõe, parte do território da antiga “fazenda da Brigadeira”, apelido da Dona Rafaela Pinto Bandeira, e foram ficando naquela área. Uma área outrora de difícil aceso cheia de eucaliptos e maricas espinhosos. Hoje, é uma área nobre e cheia de edifícios crescendo ao redor.
Quarto. Cotas para negros. São de vital importância às cotas para negros na universidade. Não seria o ideal, mas já é alguma coisa. O ideal seria que cada estudante sustentasse os seus estudos. Foram 300 anos de escravidão neste país e apenas 118 da abolição. A história deve aos negros deste país uma parcela de sua contribuição que ainda é muito pouco.
Sem Zumbi (1) de Palmares nenhum negro seria o que é, em nenhuma parte do pais. Os negros foram os negros foram os pilares da nação brasileira que com seu sangue, suor e seu balanço na pirâmide social contribuíram nas artes e no cotidiano.
Isto é de Família: Paulo Joaquim da Silva (Paulão) Marceneiro e escultor, Wanderlei Joaquim da Silva (Dicão) Desenhista e João Salatife da Silva (Tião), músico, cantor das noites Canoenses. João Máximo diretor de teatro, e que, participou do filme, “Neto Perde a Alma”, e a peça de teatro “Fantasmas Urbanos”, nos anos 80. César Augusto, músico ex-Da Guedes e apresentador do programa “Urbanos” Ulbra TV. Vera Maria Nascimento Bacharel em direito, Claudia Elis Costa do Nascimento artista plástica, Alexandre Nascimento, músico de “Blues”. Antonio Alves da Rosa, Economista, funcionário Publico e Vereador, idealizador do 20 de Novembro como o dia da Consciência negra em Canoas, em 1989, ainda no governo do ex-prefeito de Canoas Hugo Simões Lagranha.
Sinceramente, “Brasil Eterno Quilombo” não é um documentário é o mundo real, é uma coisa que esta aí, na nossa cara e ninguém enxerga. Demorou: Comparo o Quilombo Urbano no sentido de regularização territorial à vila Santo Operário, a primeira ocupação pacifica em Canoas. É o único reduto de negros descendentes de escravos ou quilombo urbano foi reconhecido pela Fundação Palmares, ligada ao governo federal.

(1) Zumbi

“Chico zum, chico zum, oiá zumbi
muda o tempo, muda o tempo,
oiá o tempo mudou”.

Zumbi,
era sobrinho de Ganga Zumba
o rei do quilombo.
Quilombo de Palmares
era um lugar de escravos,
índios e brancos fugitivos
da perseguição de Portugal,
entre Alagoas e Pernambuco.

São Francisco de Assis, o protetor,
o coroinha da igreja
transformou a cruz numa espada e
seguiu seu destino, o destino do orixá.

Zumbi o guerreiro de Palmares,
o Aquiles negro do quilombo,
na Serra da Barriga, movia-se como superstição
na cidade Negra. Zumbi não faz acordo
com os poderosos nem com
o governador de Pernambuco,
ergue sua lança, rebela seu grito de liberdade
contra a opressão.

Zumbi esta para soldado búfalo,
assim como o lanceiro negro
esta para zumbi. Penso,
logo insisto. Assim nasceu
a consciência do orixá:
“Pode ter açúcar sem oprimidos,
pode ter Brasil sem açúcar e
Portugal que se vire”.

[ Adicionar um comentário ] [ Nenhum comentário ]
# Enviado em Terça 06 Maio 2008 08:31

Os Açorianos

Os Açorianos
O instituto Cultural Português, em Porto Alegre, encerrou setembro com a 1ª Primavera dos Museus”.
O instituto cultural foi fundado em 10 abril de 1979, ligado ao museu açoriano.
O Museu Açoriano Sul-Riograndense foi fundado em 12 de novembro de 2002, na comemoração dos 250 anos do povoamento açoriano do Rio Grande do Sul.
O museu conta com uma biblioteca, com exposições temporárias de artes plásticas, fotografia e artesanato. O museu contempla a região autônoma dos Açores, que pertence a Portugal.
Enquanto no Sul do Brasil o Império Português se defrontava com o problema de possuir muita terra para pouca gente, nas ilhas dos Açores a situação era inversa: havia muita gente para pouca terra. Assim, a decisão da coroa portuguesa de promover a imigração de açorianos para a região de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em meados do século XVII, representou a solução de dois problemas, aliviando a pressão populacional nas ilhas e garantindo ao sul um povoamento mais denso do que o do sistema de sesmarias.
A imigração de casais açorianos foi feita a partir de 1748. Calcula-se que, entre 1748 e 1756, entraram no Rio Grande aproximadamente 2.300 açorianos - o que representava dois terços da população gaúcha. A idéia inicial era utilizá-los para ocupar a região das Missões, que pelo Tratado de Madrid (1750) passaria para Portugal, em troca da Colônia de Sacramento. Os açorianos ficaram instalados nas margens do rio Jacuí.
É nessa época que foram criadas as vilas de Santo Amaro, Triunfo, Taquari e, finalmente, a própria Rio Pardo. Além dos açorianos - que já se encontravam na região - foram concentrados na área os "retirantes" vindos das regiões mais ao sul, como de Rio Grande.
O artista plástico Canoense Darci Morais expõe no instituto Cultural Português, 06 telas em óleo sobre tela e 18 de suas obras então em Portugal. Darci ressalta: “A arte brota em mim”
Na exposição, lá estavam: Dr. Antonio Soares fundador e diretor geral da entidade, Dna. Santa Inéze da Rocha, coordenadora, Margarida Nunes fotografa, colunista e coordenadora do departamento de artes, Maria Rigo presidente da casa do poeta de Canoas. Eloísa Porazza, Vice Presidente da casa do poeta riograndense. Villas Boas presidente do Partenon Literário, Alzira Dornelles Bãn Vice Presidente da Associação Menino Deus.
Rafael Bãn Jacobsen professor, contista e mestre em Física Nuclear e agraciou-nos com a palestra sobre “Aquecimento Global”.

[ Adicionar um comentário ] [ Nenhum comentário ]
# Enviado em Terça 06 Maio 2008 08:18
Modificado em Terça 06 Maio 2008 17:07